Resistência ao Fogo: O Desempenho Comprovado do CPVC Corzan®
Em instalações industriais, incêndios podem iniciar por falhas elétricas, fontes de ignição em processos térmicos, vapores inflamáveis, deposição de poeiras combustíveis e outros gatilhos. Selecionar materiais de tubulação que não contribuam para a propagação de chama, reduzam a carga de incêndio e se autoextinguam quando removida a fonte é essencial para a continuidade operacional e segurança.
Como se avalia resistência ao fogo em termoplásticos
A resistência ao fogo de materiais termoplásticos é definida por ensaios que medem ignição, capacidade de sustentação da chama, propagação e geração de fumaça. Um dos principais parâmetros é a Flash Ignition Temperature (temperatura de combustão instantânea), que indica a temperatura mínima para que vapores inflamáveis iniciem combustão; no CPVC, esse valor fica próximo de 482°C (900°F), demonstrando baixa suscetibilidade à ignição em comparação a outros polímeros industriais.
Outro indicador crítico é o Limiting Oxygen Index (LOI), que determina a quantidade de oxigênio necessária para que um material mantenha a chama. O CPVC Corzan® apresenta LOI de aproximadamente 60%, um percentual superior ao oxigênio presente na atmosfera terrestre (21%), o que resulta em autoextinção assim que a fonte de calor é removida — comportamento distinto de plásticos como PP e PE, que continuam queimando após a ignição.
A classificação UL 94 complementa essa análise ao medir inflamabilidade e gotejamento. O CPVC Corzan® atinge V‑0, indicando que a chama se extingue rapidamente e sem gotejamento flamejante. Já o ASTM E84, amplamente utilizado em códigos e normas de construção, avalia propagação superficial da chama e densidade de fumaça, permitindo comparar materiais sob condições controladas de exposição ao fogo.
Conjuntamente, esses parâmetros mostram se o material tende a propagar, manter ou interromper a queima — informações essenciais para especificação em ambientes industriais que exigem segurança e previsibilidade sob condições extremas.
CPVC Corzan®: formulação e propriedades que contribuem para o desempenho contra fogo
A resistência ao fogo do CPVC Corzan® não é apenas resultado de testes e certificações — ela nasce da engenharia do próprio material. O CPVC é derivado do PVC convencional, mas passa por um processo adicional de cloração, aumentando significativamente o teor de cloro na cadeia polimérica. Essa modificação química confere ao material uma estrutura mais estável, capaz de interromper reações de combustão e limitar a energia liberada durante o aquecimento. É essa robustez molecular que diferencia o CPVC de termoplásticos como PE e PP, que possuem cadeias altamente combustíveis.
A presença elevada de cloro também influencia diretamente a forma como o material se comporta durante o aquecimento. Em vez de derreter e alimentar a chama — comportamento comum em muitos termoplásticos — o CPVC Corzan® tende a carbonizar, formando uma camada de char que age como barreira térmica e física. Essa carbonização reduz a transferência de calor para o interior da parede do tubo e ajuda a manter a integridade dimensional nas fases iniciais de um evento térmico. Estudos de comportamento térmico do CPVC mostram que essa camada carbonizada permanece aderida ao material, o que evita que fragmentos quentes se soltem e contribuam para a expansão do incêndio
O que isso significa na prática — por setor
Mineração
- Áreas com poeiras combustíveis (carvão, concentrados finos), salas elétricas e casas de bombas exigem materiais que não propaguem o fogo quando a fonte é removida. O comportamento de autoextinção do CPVC Corzan® contribui para confinar focos iniciais.
Químico
- Em plantas com solventes e vapores inflamáveis, reduzir a contribuição do sistema de tubulação à carga de incêndio e evitar gotejamento flamejante é crítico. Produtos com reconhecidas certificações internacionais ajudam a cumprir diretrizes internas de segurança e critérios de avaliação de risco.
Água e Efluentes
- Em estações de tratamento e áreas fechadas (reações exotérmicas, ambientes corrosivos), a combinação de resistência química com baixa inflamabilidade evita trocas de material que comprometeriam segurança ou disponibilidade da planta.
HVAC
- Em ambientes com temperaturas elevadas localizadas, é vantagem usar um material que não mantém a chama e não goteja quando exposto a fogo direto, mitigando danos a equipamentos adjacentes.
Mitos comuns — e o que os ensaios mostram
- “Plástico sempre pega fogo e alimenta o incêndio.”
- MITO: quando a fonte de chama é retiada, o fogo do tubo se autoextingue, não propagando aos demais setores ou materiais.
- “Metal é sempre mais seguro em incêndio.”
- MITO: Aço é incombustível, mas pode perder até 50% da resistência se exposto ao calor intenso. Além disso, sua alta condutividade acelera o aquecimento; sem proteção, pode deformar/colapsar antes do controle do fogo.
- “Se o material tolera alta temperatura de operação, então também resiste ao fogo.”
- MITO: Temperatura de operação não é igual a comportamento em chama; por isso existem ensaios específicos (UL 94, E84) para avaliar propagação, gotejamento e fumaça.
Resistência ao fogo se comprova com ensaio. O CPVC Corzan® oferece um conjunto de evidências que traduzem, na prática, autoextinção, ausência de gotejamento flamejante e menor contribuição à propagação do incêndio quando a fonte é removida. Em setores críticos como mineração, químico, água/efluentes e HVAC, isso se converte em confiabilidade de engenharia e segurança operacional.
A escolha do parceiro correto
Através da sua rede de fabricantes parceiros, o CPVC Corzan®, é amplamente disponibilizado em todo o mercado brasileiro. Todos os fabricantes parceiros ao redor do mundo são selecionados com base em seu histórico comprovado de confiabilidade. Para garantir a qualidade dos tubos e conexões Corzan® cada um deles é contratualmente exigido para participar do nosso programa de garantia de qualidade. O programa assegura a produção consistente da qualidade não obstante quando, onde e por quem o CPVC é fabricado. Essa escolha cuidadosa é importante para que o produto final tenha o desempenho testado e comprovado por normas internacionais.
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